Na última terça-feira (20), o Departamento de Estado dos Estados Unidos revelou que já revogou mais de 300 mil vistos desde o início do segundo mandato de Donald Trump, um número que sinaliza um endurecimento sem precedentes nas políticas migratórias do governo. A cifra, que cresce em um ritmo alarmante, é quase o dobro do que foi reportado em agosto e reflete uma estratégia agressiva de controle migratório.
Tommy Pigott, porta-voz do departamento, enfatizou a postura rigorosa do governo ao afirmar que “temos tolerância zero com estrangeiros que violam a lei ou comprometem nossa segurança nacional”. As recentes revogações são um testemunho claro dessa política: o governo Trump revogou vistos em um nível e velocidade que superam qualquer administração anterior.
Entretanto, até o momento, não foram divulgadas informações sobre as nacionalidades ou os tipos de vistos afetados por essa nova onda de revogações, o que levanta questões sobre a transparência dessas medidas. Desde janeiro de 2025, quando Trump reassumiu a presidência, a repressão à imigração tem sido uma constante, com mudanças que impactam profundamente a vida de milhares de pessoas.
Uma das iniciativas mais controversas foi anunciada em julho, quando o Departamento de Estado decidiu tornar permanente um programa de fiança para vistos, que exige depósitos que podem chegar a US$ 20 mil de cidadãos de 50 países, principalmente da África. Essa medida, que afeta vistos de negócios e turismo, visa prevenir a “permanência ilegal” nos EUA e representa um novo obstáculo para aqueles que buscam oportunidades no país.
O clima de incerteza e temor que permeia essas mudanças nas políticas migratórias reafirma a postura do governo Trump em relação à imigração, que se fundamenta em um discurso de segurança nacional, mas que também suscita preocupações sobre os direitos dos imigrantes e a humanidade das políticas adotadas.


